sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Cientistas estudam sinapses para compreender o cérebro humano!


Trabalhando com tecido cerebral humano removido numa cirurgia, pesquisadores identificaram os componentes de uma parte crucial da arquitetura do cérebro: a sinapse - ou a junção onde um neurônio se conecta a outro.


O trabalho deve ajudar a entender como a sinapse funciona no estabelecimento de memórias, assim como a base das muitas doenças causadas por defeitos no delicado mecanismo das sinapses.


A equipe de pesquisa, conduzida por Seth Grant do Instituto Sanger, próximo a Cambridge, Inglaterra, compilou o primeiro inventário exato de todos os componentes protéicos do mecanismo sináptico de processamento de informações.


Nada menos que 1.461 proteínas são envolvidas nesse mecanismo biológico, segundo eles relatam na edição atual de "Nature Neuroscience".


Eles amarraram seu catálogo à sequência do genoma humano, conectando cada proteína ao gene que contém instruções para sua produção.


Isso lhes permitiu comparar suas descobertas em humanos com outras espécies cujos genomas já foram sequenciados, como o Neandertal - que "teria sofrido da mesma variedade de doenças psiquiátricas que os humanos", afirmou Grant.


Cada neurônio no cérebro humano faz uma média de mil conexões com outros neurônios.


Temos mais de 100 bilhões de neurônios, então o cérebro provavelmente contem 100 trilhões de sinapses - sua peça mais crucial de funcionamento.


Ao lado de uma sinapse do neurônio que está transmitindo, um sinal elétrico chega e libera pacotes químicos.


Os químicos se espalha rapidamente ao longo do intervalo entre os neurônios, e chega aos receptores na superfície do neurônio que está recebendo.


Esses receptores alimentam o sinal recebido a um delicado complexo de máquinas protéicas, que processam e armazenam a informação.


O complexo de proteínas envolvido nesse processamento de informações é conhecido por anatomistas como "densidade pós-sináptica", pois as proteínas se unem como uma bolha visível.


Mas o nome faz pouca justiça à sua função crucial.


Os 1.461 genes que especificam essas proteínas sinápticas constituem mais de 7% dos 20 mil genes de codificação de proteínas do genoma humano, uma indicação da complexidade e da importância da sinapse.


Grant acredita que as proteínas estejam provavelmente unidas para formar diversas máquinas biológicas, que processam a informação e alteram as propriedades físicas do neurônio como forma de estabelecer uma memória.


As tolerâncias dessas máquinas parecem ser muito suaves, pois quase qualquer mutação nos genes subjacentes leva a uma proteína disforme e, consequentemente, a doenças.


Observando uma lista padrão de doenças mendelianas, que são aquelas causadas por alterações num único gene, a equipe de Sanger descobriu que as mutações em 169 dos genes sinápticos levavam a 269 doenças humanas diferentes.


O novo catálogo de proteínas sinápticas "deve abrir uma nova e importante janela às doenças mentais", disse Jeffrey Noebels, especialista na genética da epilepsia da Faculdade de Medicina Baylor.

"Nós podemos entrar lá, buscar sistematicamente por caminhos de doenças e encontrar alvos que possam ser atacados com medicamentos".

As doenças mendelianas, aquelas que Grant relacionou ao seu grupo de genes sinápticos, são - em sua maioria - raras e obscuras, mas elas podem acabar se sobrepondo às doenças mentais comuns em termos de seus sintomas e caminhos de causa - caso em que alguns tratamentos também poderiam se sobrepor.

O tecido cerebral analisado pela equipe de Grant foi extraído por um cirurgião, Ian Whittle, da Universidade de Edimburgo.

Para atingir certas regiões profundas do cérebro, ele teve de remover um fino tubo de tecido - que, com o consentimento do paciente, foi imediatamente congelado e enviado a Grant.

© 2010 New York Times News Service

domingo, 17 de outubro de 2010

PARABÉNS DOUTORES- DIA DO MÉDICO!!!!!


"O médico verdadeiro é isto: não tem o direito de acabar a refeição, escolher a hora, de inquirir se é longe ou perto... O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado muito ou achar-se fatigado, ou por ser alta noite, mau o caminho ou o tempo, ficar longe, ou no morro; o que sobretudo pede um carro a quem não tem com que pagar a receita, ou diz a quem lhe chora à porta que procure outro - esse não é o médico, é negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos da formatura. Esse é um desgraçado, que manda para outro o anjo da caridade, que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que podia saciar a sede de riqueza do seu espírito, a única que jamais se perderá nos vaivéns da vida.
Bezerra de Menezes."

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

BRASIL: Testes com células tronco em pacientes paraplégicos


Pesquisadores do Centro de Terapias Celulares do Hospital São Rafael, na Bahia, parceria com a Fiocruz, vão começar, este mês, os primeiros testes com células-tronco em pacientes paraplégicos.

A pesquisa é desenvolvida em um hospital de Salvador, onde está um dos mais modernos centros de terapia celular da América Latina.

Cães e gatos com paralisia nas patas traseiras receberam injeções de células-tronco mesenquimais, que têm grande capacidade de se transformar em vários tipos de tecido. Todos tiveram melhora na musculatura que controla o fluxo de fezes e urina e mais da metade recuperou a sensibilidade e a força nas patas afetadas.

Agora, os cientistas da fundação Osvaldo Cruz começam a realizar o mesmo tratamento em 20 pessoas com paralisia. As células-tronco mesenquimais são retiradas do osso do quadril do próprio paciente, separadas e enriquecidas numa solução de hormônios e vitaminas.

Na incubadora, em condições especiais de temperatura e umidade, as células-tronco mesenquimais se multiplicam. Elas são mantidas por até um mês. É este processo que oferece aos cientistas a quantidade de células-tronco que eles necessitam para a pesquisa.

Para este primeiro estudo, os cientistas selecionaram apenas pessoas que tiveram a medula rompida na região do tórax. Elas serão submetidos a uma cirurgia semelhante às realizadas nos animais.

“Injetando diretamente na medula, no ponto onde você quer, no seu alvo, você tem uma maior concentração de células, que é o nosso diferencial em relação a outros estudos", disse o neurocirurgião Marcus Vinícius Mendonça.

A primeira cirurgia deve ser realizada ainda este mês. Depois de operados, os pacientes vão fazer fisioterapia durante seis meses e serão acompanhados pela equipe nos próximos dois anos.

Os cientistas estão animados, mas cautelosos: "Ninguém tem expectativa que um paciente vai ser tratado com células-tronco e vai sair daqui correndo. Se eles tiverem melhora de alguns movimentos, isso já traz um benefício na qualidade de vida muito grande", falou o pesquisador da Fiocruz Ricardo Ribeiro.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O Prêmio Nobel de Medicina foi para o incrível dr. Robert Edwards


ESTOCOLMO (AFP) - O Prêmio Nobel de Medicina em 2010 foi atribuído ao pioneiro da fecundação in vitro, o britânico Robert Edwards, mais de 30 anos depois do nascimento do primeiro bebê de proveta, anunciou nesta segunda-feira o Comitê Nobel do Instituto Karolinska em Estocolmo.

Louise Joy Brown nasceu em 25 de julho de 1978. A menina foi o resultado concreto das pesquisas do professor Edwards, que ao lado do colega ginecologista Patrick Steptoe - falecido em 1988 - conseguiu fecundar uma célula em laboratório.


Desde Louise Brown, quase quatro milhões de crianças já nasceram graças à fertilização in vitro.


O professor Edwards, 85 anos, foi premiado pelo "desenvolvimento do tratamento da fecundação in vitro. Suas descobertas tornaram possível o tratamento da esterilidade que afeta uma grande parcela da humanidade e mais de 10% dos casais no mundo", explica o comunicado do Comitê Nobel.


Devido à saúde frágil, o cientista não teve condições de comentar o prêmio, segundo o comitê. Há alguns anos ele contou que chegou a ser chamado de "louco".


"Ninguém queria assumir riscos éticos. Me disseram que as crianças não seriam normais", afirmou à agência sueca TT.


Mas nesta segunda-feira, o júri do Nobel afirmou que a terapia é uma "etapa importante no desenvolvimento da medicina moderna".


O processo aplicado pelo professor Edwards consiste em fertilizar um óvulo em laboratório e deixar que o embrião inicie o desenvolvimento antes de implantá-lo no útero de uma mulher, onde se desenvolverá normalmente.


"Na minha opinião, é um Nobel amplamente merecido. Estou surpreso que tenha saído tão tarde", declarou à AFP o professor Martin Johnson, da Universidade de Cambridge, que trabalhou com Edwards nos anos 60 e elogiou o antigo mentor como "extraordinário, sempre otimista".


"Ele perseverou apesar de vários anos de críticas. Soube levar a obstetrícia e a ginecologia à idade moderna", completou.


Trigésimo britânico a receber um Nobel de Medicina, o professor Edwards nasceu em 1925 na cidade de Manchester.


Depois de ter prestado serviço militar na Segunda Guerra Mundial, estudou Biologia na Universidade de Gales e depois na Universidade de Edimburgo (Escócia), onde apresentou em 1955 uma tese sobre o desenvolvimento embrionário nos ratos.


Mais tarde, já em Cambridge, fundou com o professor Steptoe o primeiro centro mundial de fecundação in vitro, a Bourn Hall Clinic, e hoje é professor emérito da Universidade de Cambridge.


"Bob Edwards é um de nossos maiores cientistas. Seu trabalho inspirador no início dos anos 60 levou a um grande avanço, que melhorou a vida de milhões de pessoas em todo o mundo", declarou Mike Macnamee, diretor da Bourn Hall.


"Todas as pessoas que trabalharam com ele e foram tratadas por ele têm um grande afeto por ele. Estou muito feliz que meu grande mentor, companheiro de trabalho e amigo tenha sido reconhecido desta maneira", completou Macnamee.

sábado, 14 de agosto de 2010

CITOLOGIA BÁSICA I - Ialoplasma e organelas.


A Citologia é o estudo das células, o estudo das estruturas celulares e como sabemos a célula é a unidade funcional dos seres vivos, sejam eles de origem animal ou vegetal, autótrofos ou mesmo eterótrofos.
Falaremos então dos seres vivos de origem animal, que são os que nos enteressam, deixamos os de origem vegetal para a botânica, ok? rs
Para entender melhor este conceito de "menor parte do corpo humano", vamos lá: O corpo humanos é um ORGANISMO, formado por APARELHOS que são compostos por SISTEMAS, formados por ORGÃOS , compostos por TECIDOS, que são justamente a união das células iguais ou semelhantes. Logo, temos:
CÉLULAS-TECIDOS-ORGÃOS-SISTEMAS-APARELHOS-ORGANISMO

Basicamente a célula é formada por 3 partes: Membrana, Citoplasma e Núcleo. Mas sua complexidade vai muito além.
Seu citoplasma, é repleto de organelas que desempenham funções específicas para o nosso organismo, realizando o trabalho metabólico. Todas essas organelas são revestidas por membrana plasmática menos uma delas, a menor o RIBOSSOMO.
Começamos a falar das organelas, pela MITOCÔNDRIA, que tem como função a respiração e produção de energia.
Os CENTRÍOLOS, são importantes parte das células por coordenar a mitose (veja bem, COORDENAR e não, CONTROLAR), além disso, atravez de seus cílios, ele coordena também os movimentos celulares.
O RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO, LISO E RUGOSO, transportam as substâncias para que elas não fiquem "perdidas" pelo ialoplasma, no RET. ENDO. RUGOSO ficam os pequeninos RIBOSSOMOS, responsaveis por sintetizar as poteínas atravez do RNA mensageiro.
As substâncias transportadas pelos RETÍCULOS, serão armazenadas no COMPLEXO DE GOLGI, que além disso ainda forma as vesículas digestivas.
A organela responsavel pela digestão das substâncias é LISOSSOMO.
Uma outra estrutura do meio citoplasmático é o Vacuolo, que armazena a gordura que ingerimos, esta estrutura não se multiplica, portanto o aumento do tecido adiposo por exemplo ocorre porque o vacúolo pode se expandir "indiscriminadamente" mas não se multiplicar. Então as pessoas que fazem uma lipo por exemplo, devem ter cautela quanto à quantidade de gordura a ser retirada já que essas células são importantes para o organismo, quanto a garantia de não engordar novamente, depende do paciente, pois os vacúolos das células que ficam vão "crescer" de acordo com a dieta ingerida pelo paciente.

Escrevi para o próximo post um artigo sobre núcleo e membrana plasmática. Mais adiante postarei também sobre o ciclo de vida celular (acho lindo, rs)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

FIOS CIRURGICOS



Definir fios e agulhas na teoria é fácil, mas na pratica quando o cirurgião pede um vicryl e na mesa há náilon, vicryl, prolene e etc, aí complica...as texturas deles são parecidas e não há uma formula para distingui-los, o segredo é manter os fios embalados até a hora do cirurgião pedi-los e após o uso, manter o fio no porta agulha em cima da embalagem. Mas é preciso saber ou ao menos fazer um esforço para saber as diferenças.
Algumas diferenças na textura dos fios:
Dos absorvíveis o CATGUT SIMPLES tem característica amarelada e durinha, como se fosse um fio de espaguete antes de ser cozido. Já o CROMADO se distingue pela cor dourada, o VICRYL dos absorvíveis tem característica menos comum, talves por não ser de origem animal.
Dos Absorvíveis, o ALGODÃO é Como um fio de costura que temos em casa, assim, há muita semelhança com o POLICOT (algodão, geralmente preto, policot azul), Já o náilon é mais fácil de distinguir tem a característica fina e lisa (monofilamentar) que vem a nossa mente quando pensamos em sutura. O SUPRAMID, também é fácil de identificar, por ter aparência de plástico, firme e grosso, o PROLENE também monofilamentar parece um “Supramid mais fino”, já o ACIFLEX é o mais fácil de identificar assim como os de sua classe, por ser de origem metálica.

Quanto ao calibre dos fios: Quanto maior o número, menor o diâmetro e seu diâmetro acompanha a força tênsil.

A Absorção do fio também é relativa:
O Catgut simples é absorvido pelo organismo em 7 dias, o Cromado em 30 e o Vicryl geralmente em 120 dias. Podemos ter como exemplo uma cesárea, onde o tecido a ser suturado não é tão sensível e é preciso ter certeza de que a sutura não irá se desfazer antes que o tecido seja fechado pelo organismo. Então é prudente utilizar aquele fio que demorará mais tempo para ser absorvido.

Quanto a apresentação dos fios, encontramos os Pré cortados, em rolinho, bi agulhados (geralmente utilizados em neurocirurgias) e os agulhados (ou encoastados) que são os mais comuns.

Cada cirurgião tem seu fio de preferência para determinadas cirurgias por motivos particulares e diferentes. Mas há uma tabela básica de fio que se pode fazer, que, tendo os fios pode-se realizar uma cirurgia geral:
São eles: o Catgut 2.0, o Catgut Cromado 1, o Vicryl 0, o Náilon 3.0 a 4.0 e o algodão 2.0.

É bom lembrar que a todo momento surgem novidades no mercado e é preciso ficar atento, como por exemplo o Vicryl Plus com antibactericida, é uma ótima opção, pois diferente do Mnocryl que é monofilamentar (liso) diminuindo o risco de um microorganismo se instalar entre os filamentos, o Vicryl é multifilamentar, então um fio multifilamentar com antibactericida é uma genial idéia.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Instrumentador: Deveres e Direitos






Ética

Definição: Conjunto de normas morais pelas quais o indivíduo deve orientar seu comportamento na profissão que exerce.

Abaixo segue o código de ética de nossa profissão.
Decálogo dos direitos e deveres do Instrumentador Cirúrgico:


Deveres

1 - Conhecer os instrumentos pelos nomes próprios e não esquecer de colocar em sua mesa os instrumentos necessários, para a operação a efetuar-se;
(Tábata)- Significa ter conhecimento do procedimento cirurgico a ser realizado, das técnicas empregadas e assim assegurar ao cirurgião o facíl acesso aos instrumentais que serão necessários
2 - Manter a assepsia rigorosa e ter pronto todo o material da diérese de síntese e hemostase;
(Tábata)- Atenção e cuidado em todos os atos, para manter o sítio cirurgico sempre "não contaminado"
3 - Diligência e ajustes nas ações manuais;
(Tábata)- Proceder com cutela e firmeza na entrga do material ao cirurgião
4 - Ordem e método na arrumação do instrumental;
(Tábata)- Manter instrumentais, soluções e etc na ordem
5 - Limpeza e acomodação do instrumental usado, quando o cirurgião o deixa na mesa manchado de sangue;
(Tábata)- Atenção em não deixar material que não está sendo usado, fora da mesa do instrumentador, manter ordem e limpeza tanto em sua mesa quanto no sítio cirurgico e nos campos ao redor.
6 - Entregar o instrumento com presteza, ao pedido, colocando-o em sua mão, em forma, modo e precisão exatas para uso imediato, sem que o cirurgião tenha que reacomodá-lo em sua mão, ao utilizá-lo;
(Tábata)- Sempre agir na técnica
7 - Entregar o instrumento que, por sinais manuais, poderá ser pedido pelo cirurgião, assim sendo o ato operato-silencioso e adimirável;
(Tábata)- Manter a serenidade da cirurgia com movimentos precisos e exatos
8 - Entregar sucessivamente os instrumentossem que os peçam. O cirurgião realiza, em tempo "Standart", uma sucessão de atos operatórios invariáveis;
(Tábata)- Atenção no ato cirurgico, para que seja possivel prever o próximo passo do cirurgião e já ter às mãos o instrumento ou instrumentos necessários
9 - Sincronizar tempos e ações manuais com o cirurgião e o primeiro ajudante, segundo técnicas e detalhes bem estudados;
(Tábata)-Agir em sintônia e sincrônia com a equipe.
10 - Deve guardar silêncio absoluto.
(Tábata)- Talvez a regra mais importante de todas, SEGREDO PROFISSIONAL.

Direitos

1 - Que seja dono absoluto da mesa do instrumental;
2 - Que lhe peçam os instrumentos com precisão;
3 - Que lhe permitam o tempo necessário para sincronizar ações manuais;
4 - Que não lhe modifiquem a técnica sincronizada;
5 - Que o cirurgião e o primeiro ajudante, não lhe peçam vários instrumentos ao mesmo tempo;
6 - Que não lhe invadam a liberdade de tomar os instrumentos de sua mesa, o cirurgião ou os ajudantes;
7 - Que não se perturbe sua tranquilidade com expressões chocantes;
8 - Que não precipitem os pedidos de instrumental;
9 - Que requeira do cirurgião ordem e métodos ajuntados às ações manuais independentes;
10 - Que exija o perfeito estado do material de sutura e dos instrumentos de diérese, hemostase e síntese, entregues pela enfermeira da sala de operações.

Retirado do site: www.instrumentador.com.br

terça-feira, 6 de julho de 2010

"A Fabulosa história da Shunt de Spitz-Holter".


Para complementar o tópico de hidrocefalia segue a história sobre a criação da válvula usada até hoje na maioria dos casos da doença, vale a pena ler, é realmente linda!
Fantástica História das Válvulas de Hidrocefalia
Em 1955, após sete anos de tentativas, nasceu o primeiro filho de John e Mary Holter. O nascimento de Casey Holter virou de cabeça para baixo a vida de John Holter e mudou o curso da história da medicina.
Infelizmente, Casey sofria de espinha bifida, uma condição na qual a coluna vertebral não se forma completamente e pode ter malformações muito perigosas.
O problema de Casey também estava causando hidrocefalia, um perigoso acúmulo de líquido céfalo-raquidiano (líquor) no cérebro. Esse líquido é produzido pelos plexos coróides das meninges e normalmente atua como um coxim líquido, protetor do cérebro e da medula. Ele normalmente circula pelo sistema nervoso e depois é drenado para a corrente circulatória.
Se o sistema de drenagem for bloqueado, entretanto, o líquido céfalo-raquidiano pode se acumular, distorcer e lesar o cérebro, causando até mesmo a morte.
Em 1955, a única coisa que mantinha Casey vivo era um procedimento, feito duas vezes ao dia, no qual uma agulha era inserida na fontanela, uma área mole da cabeça do bebê, e o excesso de fluido era removido com uma seringa para reduzir a pressão.
Casey foi, então, operado pelo neurocirurgião Eugene Spitz para inserir uma válvula de bola e mola que, em princípio, permitiria a drenagem do líquor para a corrente sangüínea, sem permitir que elementos perigosos do sangue refluíssem para o sistema nervoso central.
Infelizmente, a válvula era muito rudimentar, e, quando inserida, irritou o coração de Casey produzindo um ataque cardíaco e lesão cerebral permanente.
John Holtz, então trabalhando como técnico em hidráulica numa fábrica, pediu a Eugene Spitz os detalhes da cirurgia. Ele ficou surpreso com o fato de que o problema, que parecia uma simples questão de hidráulica, ainda não tivesse sido resolvido.
Ele havia notado que, quando as enfermeiras perfuravam certos tubos de medicação com agulhas, não ocorriam refluxos de líquido pois os furos eram à prova de vazamento a baixas pressões. Mas, como nos bicos das mamadeiras, quando a pressão era alta o suficiente, os furos se abriam e permitiam a passagem do líquido. Uma válvula perfeita para permitir a drenagem do líquor com o aumento da pressão, sem deixar ocorrer nenhum refluxo!
Holter foi para casa, sentou-se na sua oficina e construiu a primeira versão da válvula naquela noite mesmo. Ela era feita a partir de um condom e tubos de plástico, mas funcionava.
Entretanto, Spitz observou que a válvula deveria ser construída com material inerte para o organismo, para evitar que ocorresse o mesmo problema que havia lesado o cérebro de Casey.
Holter entrou em contato com a Dow Chemical e foi aconselhado a utilizar silicone, um material novo na época.
Holter criou uma versão utilizável dentro de poucos meses. Tão rápido, na verdade, que o seu filho não pôde utilizá-la pois ainda não havia se recuperado da primeira cirurgia.
A válvula foi então instalada com sucesso em outra criança, e em 1956 Casey também recebeu uma, que curou a sua hidrocefalia. Infelizmente, o cérebro de Casey já estava irremediavelmente lesado e ele morreu cinco anos após, durante uma crise convulsiva.
O legado de Casey é usado até hoje, e a invenção de Holter é conhecida como "shunt de Spitz-Holter".
Holter passou o resto da sua vida desenvolvendo válvulas para uso na medicina e faleceu em 2003, após salvar a vida de milhares de crianças que padeciam do mesmo mal que o seu filho...

HIDROCEFALIA


A hidrocefalia é caracterizada pela presença excessiva de líquido cefalorraquidiano (licor) no cérebro. Normalmente este líquido deveria ser drenado para fora do cérebro e sua absorção ocorrida de forma natural pelo corpo. Com o excesso de líquido no ventrículo cerebral a criança quando menor de 2 anos de idade, vai apresentar o crescimento anormal da cabeça, isso ocorre porque antes dos 2 anos de idade os ossos do crânio ainda não se soldaram e cresce acompanhando o inchaço do cérebro.
Nas crianças acima desta idade, o excesso de líquido levará a um aumento da pressão na cabeça da criança, causando cefaléia, vômitos, nauseas, incordenação motora, alteração da personalidade e disturbios visuais.
A Hidrocefalia também pode ser adiquirida após a idade adulta, seja por infecções nas meninges (meningites), tumores cerebrais ou acidentes.
Õ tratamento para hidrocefalia é a cirurgia, temos a colocação de válvula para drenagem deste liquido em excesso, ela é implantada no cerébro e segue até a cavidade abdominal (ou por vezes para a região de pulmões e coração), este procedimento pode ser realizado várias vezes durante a vida do paciente para ajuste do tamanho da válvula conforme o crescimento do paciente.
Outra alternativa realizada em 1/3 dos casos, é a chamada terceiro ventriculostomia, onde um orifício no assoalho do cérebro drena o líquido.
Como disse anteriormente este é um pequeno resumo do seminário apresentado em salapara o curso de Instrumentação Cirurgica, diciplina de bioética, pequeno resumo pois mais importante do que relatar a patologia exautando tratamentos e etc, prefiro ressaltar o impacto psicológico que a hidrocefalia tráz ao paciente e aos familiares. Devido ao "pré - conceito" que as pessoas tem dos pacientes com hidrocefalia, há um sofrimento muito grande por parte daqueles que a tem ou tem casos na família. Não há um projeto de inclusão social, há discriminação nas escolas e na sociedade como um todo. Por isso no caso da hidro. congênita o diagnóstico precoce é a salvação da criança, que não terá uma hidrocefalia muito aparente e assim sofrerá menor discriminação e menor defícit intelecto psico e motor.
A hidrocefalia causa certas limitações, porem são menores do que a maioria de nós pensamos (quando cedo diagnosticada e tratada corretamente).
A imagem que coloquei é da válvula drenando o líquido para cavidade abdominal e para região de pulmões e mediastino.
Para quem tiver interesse mando o trabalho completo com: O que é hidro, seus tipos, quadro clínico, tratamento, consequências, mielomeningocele, espinha bífida, história das válvulas, imagens e depoimentos , contate por e-mail: tabata_oliveira@yahoo.com.br

quinta-feira, 17 de junho de 2010

INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL



O processo de intubação segue logo após a anestesia geral, feita pelo anestesista, a intubação consiste em colocar o paciente em processo de respiração artificial.
Passo – a – passo:
O laringoscópio sempre na mão esquerda, é inserido na cavidade bucal do paciente, empurrando a língua para baixo até que se possa visualizar a epiglote e cordas vocais, há necessidade desta visualização, intubação sem que se visualize a cartilagem da epiglote e as pregas vocais é considerada como um erro médico.
Passa se a cânula e insulfla o balonete, é necessário fazer a ausculta para ter certeza de que a intubação foi feita corretamente, caso seja possível auscultar somente em 1 dos pulmões e o paciente não tenha sofrido uma pneumectomia, é necessário realizar o procedimento novamente, para solucionar a intubação seletiva.
Tábata O. de muzio.

A matéria de Intubação Oro Traqueal, foi ministrada pelo profº Drº Diego, no inicio do curso de instrumentação cirúrgica – CIEP São Paulo/2010

esta foi uma prévia sobre intubação, logo postarei mais sobre a técnica, incluindo Malampatti.
Também postarei alguns textos explicativos sobre anestesiologia, tipos de anestésios e anestesias, incluindo tabela de Glasgow e tudo mais...

PSICOLOGIA NA INSTRUMENTAÇÃO E ENFERMAGEM


Trabalhar com seres humanos requer bem mais do que habilidades e conhecimentos técnicos, de instrumentais ou fármacos. Requer também conhecimentos de vida! Requer conhecimentos de humanidade, sensibilidade e compaixão. Lidar com vidas seja em estado terminal ou em uma cirurgia estética, requer habilidades especiais no tratamento das pessoas. Trata-se do princípio de que todos querem o melhor para si, trata-se do princípio de trata-los como se trataria seu pai, mãe, filho ou como gostaria de ser tratado.
Pessoas, seres humanos, é isso que lidamos o tempo todo e em todos os estados, devemos sempre lembrar que bem mais do que a saúde física está abalada na pessoa quer vira paciente, por qualquer que seja o motivo da internação, há sempre a presença do medo e da insegurança, seja do desconhecido para aqueles que ignoram os riscos que correm ou mesmo do conhecido, para aqueles que sabem o que está por vir. Por este motivo que profissionais da enfermagem e instrumentação devem sempre agir com cautela nas palavras, compaixão e carinho no tratamento além da técnica. Um sorriso, um “chamar pelo nome”, um minuto a mais de atenção ao paciente, vale muito para quem está fragilizado e entregue aos seus atos.
Aos profissionais da instrumentação vale a pena passar segurança, se apresentar ao paciente antes do ínicio da cirurgia, dizer que está tudo bem, que logo vão se ver novamente ao final da cirurgia, passa ao paciente a segurança e traquilidade que ele precisa para se entregar ao ato cirúrgico com mais confiança na equipe que o atende.
Um sorriso, um minuto a mais para uma palavra de conforto não atrasa uma cirurgia e traz o benefício de um paciente sereno no ato cirúrgico, além disso sabemos que um paciente confiante e tranqüilo sem a resposta neuroendócrinometabólica ao trauma (ou stresse), vai ter a anestesia fazendo efeito mais rapidamente. Embora não seja isso que devemos pensar, fazer o bem àquele que necessita daquele carinho naquele momento, está é a idéia!
Por isso que a disciplina de psicologia se faz tão necessária nos cursos de enfermagem e instrumentação cirúrgica, para aflorar o lado humanitário no “cuidar de pessoas”, para se pôr no lugar daquele que necessita do cuidado e da boa vontade alheia. A pessoa que se torna profissional da área da saúde, tem que ter em mente que nunca poderá trabalhar mecanicamente na técnica...cada dia um dia, cada paciente um ser humano, que merece, precisa e quer ser bem tratado.
Ideal seria se andássemos sempre com um espelho ao lado, para sempre “vigiar” nossas ações e verificar se delas temos orgulho ou vergonha!

Por: Tábata O. de Muzio em 17/06/2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Em breve!


Estou preparando para as próximas postagens, um texto sobre ética profissional e bioética na área da instrumentação e enfermagem. Além disso vou postar meu trabalho sobre Hidrocefalia, para a matéria de bioética do curso de instrumentação cirúrgica da escola CIEP de São Paulo, que apresentei em formato de seminário no último dia 9 de Junho.
Está programado também, para ser postado, meu trabalho sobre amputação e técnicas. Mas este virá somente após ser apresentado no meu curso, isso será no dia 12 de julho. Vale a pena esperar, está um trabalho cheio de novidades, com apresentações de técnicas modernas e visando bastante a parte humana do assunto, como todos os meus trabalhos!
Até breve!

Apresentação

Como primeiro post do blog, gostaria de citar o que poderá ser encontrado aqui;
No blog postarei artigos médicos, sobre patologias, prognósticos, bioética, técnicas cirúrgicas, além de meus próprios trabalhos e artigos sobre instrumentação cirurgica, meu foco pincipal, já que se trata do meu curso.

Sou apaixonada pela medicina, pela biomedicina, pelo ato e centro cirúrgico e por todo tipo de pesquisa científica na área, então aqui terá um pouco de tudo isso, vou tentar não cair na tentação de focar em reprodução humana e infertilidade, assuntos que mais me fascinam!!!

Para começar, posto o retrato da profissão de instrumentador(a) cirúrgico(a), minha amada área.
O texto foi retirado do portal do instrumentador, excelente site, vale a pena visitar

http://www.instrumentador.com.br/

A profissão

O profisional de instrumentação cirúrgica atua junto à equipe cirúrgica. Sua função é de extrema importância para o bom desempenho do ato cirúrgico. É da responsabilidade do instrumentador(a) o perfeito funcionamento de instrumental e equipamentos usados pelo cirurgião.
O bom instrumentador(a) se prepara antes da cirurgia começar, prevê o material a ser usado e já conhecendo a equipe cirúrgica pode inclusive preparar o paciente de acordo com a preferência da mesma.

Durante o ato cirúrgico, compete ao instrumentador(a) monitorar o material usado e fazer a solicitação de reposição de material de consumo. Também é importante que o instumentador(a) esteja atento aos movimentos da equipe cirúrgica, tendo sob seu controle a quantidade exata de compressas, gazes, agulhas e demais objetos que não podem ser perdidos ou esquecidos.

O instrumentador(a) deve estar atento à manutenção da assepsia de toda a equipe cirúrgica. É extremamente importante que o instrumentador(a) possua noção espacial para que não contamine sua mesa quando de movimentos repentinos ou inesperados de qualquer membro da equipe cirúrgica.

Para que o bom profissional possa ser ainda mais eficiente é necessário que ele conheça não apenas o nome e apelido de todo o instrumental, mas que conheça os gestos e principalmente tenha capacidade de observar a seqüência do ato cirúrgico, a fim de poder passar o instrumental antes mesmo do cirurgião o pedir.

Também compete ao bom instrumentador(a) evitar desperdício de material, contudo não tornar esta necessidade uma obrigatoriedade, de tal modo que a economia de material não prejudique a qualidade e eficiência do ato cirúrgico.