quinta-feira, 17 de junho de 2010

INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL



O processo de intubação segue logo após a anestesia geral, feita pelo anestesista, a intubação consiste em colocar o paciente em processo de respiração artificial.
Passo – a – passo:
O laringoscópio sempre na mão esquerda, é inserido na cavidade bucal do paciente, empurrando a língua para baixo até que se possa visualizar a epiglote e cordas vocais, há necessidade desta visualização, intubação sem que se visualize a cartilagem da epiglote e as pregas vocais é considerada como um erro médico.
Passa se a cânula e insulfla o balonete, é necessário fazer a ausculta para ter certeza de que a intubação foi feita corretamente, caso seja possível auscultar somente em 1 dos pulmões e o paciente não tenha sofrido uma pneumectomia, é necessário realizar o procedimento novamente, para solucionar a intubação seletiva.
Tábata O. de muzio.

A matéria de Intubação Oro Traqueal, foi ministrada pelo profº Drº Diego, no inicio do curso de instrumentação cirúrgica – CIEP São Paulo/2010

esta foi uma prévia sobre intubação, logo postarei mais sobre a técnica, incluindo Malampatti.
Também postarei alguns textos explicativos sobre anestesiologia, tipos de anestésios e anestesias, incluindo tabela de Glasgow e tudo mais...

PSICOLOGIA NA INSTRUMENTAÇÃO E ENFERMAGEM


Trabalhar com seres humanos requer bem mais do que habilidades e conhecimentos técnicos, de instrumentais ou fármacos. Requer também conhecimentos de vida! Requer conhecimentos de humanidade, sensibilidade e compaixão. Lidar com vidas seja em estado terminal ou em uma cirurgia estética, requer habilidades especiais no tratamento das pessoas. Trata-se do princípio de que todos querem o melhor para si, trata-se do princípio de trata-los como se trataria seu pai, mãe, filho ou como gostaria de ser tratado.
Pessoas, seres humanos, é isso que lidamos o tempo todo e em todos os estados, devemos sempre lembrar que bem mais do que a saúde física está abalada na pessoa quer vira paciente, por qualquer que seja o motivo da internação, há sempre a presença do medo e da insegurança, seja do desconhecido para aqueles que ignoram os riscos que correm ou mesmo do conhecido, para aqueles que sabem o que está por vir. Por este motivo que profissionais da enfermagem e instrumentação devem sempre agir com cautela nas palavras, compaixão e carinho no tratamento além da técnica. Um sorriso, um “chamar pelo nome”, um minuto a mais de atenção ao paciente, vale muito para quem está fragilizado e entregue aos seus atos.
Aos profissionais da instrumentação vale a pena passar segurança, se apresentar ao paciente antes do ínicio da cirurgia, dizer que está tudo bem, que logo vão se ver novamente ao final da cirurgia, passa ao paciente a segurança e traquilidade que ele precisa para se entregar ao ato cirúrgico com mais confiança na equipe que o atende.
Um sorriso, um minuto a mais para uma palavra de conforto não atrasa uma cirurgia e traz o benefício de um paciente sereno no ato cirúrgico, além disso sabemos que um paciente confiante e tranqüilo sem a resposta neuroendócrinometabólica ao trauma (ou stresse), vai ter a anestesia fazendo efeito mais rapidamente. Embora não seja isso que devemos pensar, fazer o bem àquele que necessita daquele carinho naquele momento, está é a idéia!
Por isso que a disciplina de psicologia se faz tão necessária nos cursos de enfermagem e instrumentação cirúrgica, para aflorar o lado humanitário no “cuidar de pessoas”, para se pôr no lugar daquele que necessita do cuidado e da boa vontade alheia. A pessoa que se torna profissional da área da saúde, tem que ter em mente que nunca poderá trabalhar mecanicamente na técnica...cada dia um dia, cada paciente um ser humano, que merece, precisa e quer ser bem tratado.
Ideal seria se andássemos sempre com um espelho ao lado, para sempre “vigiar” nossas ações e verificar se delas temos orgulho ou vergonha!

Por: Tábata O. de Muzio em 17/06/2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Em breve!


Estou preparando para as próximas postagens, um texto sobre ética profissional e bioética na área da instrumentação e enfermagem. Além disso vou postar meu trabalho sobre Hidrocefalia, para a matéria de bioética do curso de instrumentação cirúrgica da escola CIEP de São Paulo, que apresentei em formato de seminário no último dia 9 de Junho.
Está programado também, para ser postado, meu trabalho sobre amputação e técnicas. Mas este virá somente após ser apresentado no meu curso, isso será no dia 12 de julho. Vale a pena esperar, está um trabalho cheio de novidades, com apresentações de técnicas modernas e visando bastante a parte humana do assunto, como todos os meus trabalhos!
Até breve!

Apresentação

Como primeiro post do blog, gostaria de citar o que poderá ser encontrado aqui;
No blog postarei artigos médicos, sobre patologias, prognósticos, bioética, técnicas cirúrgicas, além de meus próprios trabalhos e artigos sobre instrumentação cirurgica, meu foco pincipal, já que se trata do meu curso.

Sou apaixonada pela medicina, pela biomedicina, pelo ato e centro cirúrgico e por todo tipo de pesquisa científica na área, então aqui terá um pouco de tudo isso, vou tentar não cair na tentação de focar em reprodução humana e infertilidade, assuntos que mais me fascinam!!!

Para começar, posto o retrato da profissão de instrumentador(a) cirúrgico(a), minha amada área.
O texto foi retirado do portal do instrumentador, excelente site, vale a pena visitar

http://www.instrumentador.com.br/

A profissão

O profisional de instrumentação cirúrgica atua junto à equipe cirúrgica. Sua função é de extrema importância para o bom desempenho do ato cirúrgico. É da responsabilidade do instrumentador(a) o perfeito funcionamento de instrumental e equipamentos usados pelo cirurgião.
O bom instrumentador(a) se prepara antes da cirurgia começar, prevê o material a ser usado e já conhecendo a equipe cirúrgica pode inclusive preparar o paciente de acordo com a preferência da mesma.

Durante o ato cirúrgico, compete ao instrumentador(a) monitorar o material usado e fazer a solicitação de reposição de material de consumo. Também é importante que o instumentador(a) esteja atento aos movimentos da equipe cirúrgica, tendo sob seu controle a quantidade exata de compressas, gazes, agulhas e demais objetos que não podem ser perdidos ou esquecidos.

O instrumentador(a) deve estar atento à manutenção da assepsia de toda a equipe cirúrgica. É extremamente importante que o instrumentador(a) possua noção espacial para que não contamine sua mesa quando de movimentos repentinos ou inesperados de qualquer membro da equipe cirúrgica.

Para que o bom profissional possa ser ainda mais eficiente é necessário que ele conheça não apenas o nome e apelido de todo o instrumental, mas que conheça os gestos e principalmente tenha capacidade de observar a seqüência do ato cirúrgico, a fim de poder passar o instrumental antes mesmo do cirurgião o pedir.

Também compete ao bom instrumentador(a) evitar desperdício de material, contudo não tornar esta necessidade uma obrigatoriedade, de tal modo que a economia de material não prejudique a qualidade e eficiência do ato cirúrgico.