sexta-feira, 23 de julho de 2010

Instrumentador: Deveres e Direitos






Ética

Definição: Conjunto de normas morais pelas quais o indivíduo deve orientar seu comportamento na profissão que exerce.

Abaixo segue o código de ética de nossa profissão.
Decálogo dos direitos e deveres do Instrumentador Cirúrgico:


Deveres

1 - Conhecer os instrumentos pelos nomes próprios e não esquecer de colocar em sua mesa os instrumentos necessários, para a operação a efetuar-se;
(Tábata)- Significa ter conhecimento do procedimento cirurgico a ser realizado, das técnicas empregadas e assim assegurar ao cirurgião o facíl acesso aos instrumentais que serão necessários
2 - Manter a assepsia rigorosa e ter pronto todo o material da diérese de síntese e hemostase;
(Tábata)- Atenção e cuidado em todos os atos, para manter o sítio cirurgico sempre "não contaminado"
3 - Diligência e ajustes nas ações manuais;
(Tábata)- Proceder com cutela e firmeza na entrga do material ao cirurgião
4 - Ordem e método na arrumação do instrumental;
(Tábata)- Manter instrumentais, soluções e etc na ordem
5 - Limpeza e acomodação do instrumental usado, quando o cirurgião o deixa na mesa manchado de sangue;
(Tábata)- Atenção em não deixar material que não está sendo usado, fora da mesa do instrumentador, manter ordem e limpeza tanto em sua mesa quanto no sítio cirurgico e nos campos ao redor.
6 - Entregar o instrumento com presteza, ao pedido, colocando-o em sua mão, em forma, modo e precisão exatas para uso imediato, sem que o cirurgião tenha que reacomodá-lo em sua mão, ao utilizá-lo;
(Tábata)- Sempre agir na técnica
7 - Entregar o instrumento que, por sinais manuais, poderá ser pedido pelo cirurgião, assim sendo o ato operato-silencioso e adimirável;
(Tábata)- Manter a serenidade da cirurgia com movimentos precisos e exatos
8 - Entregar sucessivamente os instrumentossem que os peçam. O cirurgião realiza, em tempo "Standart", uma sucessão de atos operatórios invariáveis;
(Tábata)- Atenção no ato cirurgico, para que seja possivel prever o próximo passo do cirurgião e já ter às mãos o instrumento ou instrumentos necessários
9 - Sincronizar tempos e ações manuais com o cirurgião e o primeiro ajudante, segundo técnicas e detalhes bem estudados;
(Tábata)-Agir em sintônia e sincrônia com a equipe.
10 - Deve guardar silêncio absoluto.
(Tábata)- Talvez a regra mais importante de todas, SEGREDO PROFISSIONAL.

Direitos

1 - Que seja dono absoluto da mesa do instrumental;
2 - Que lhe peçam os instrumentos com precisão;
3 - Que lhe permitam o tempo necessário para sincronizar ações manuais;
4 - Que não lhe modifiquem a técnica sincronizada;
5 - Que o cirurgião e o primeiro ajudante, não lhe peçam vários instrumentos ao mesmo tempo;
6 - Que não lhe invadam a liberdade de tomar os instrumentos de sua mesa, o cirurgião ou os ajudantes;
7 - Que não se perturbe sua tranquilidade com expressões chocantes;
8 - Que não precipitem os pedidos de instrumental;
9 - Que requeira do cirurgião ordem e métodos ajuntados às ações manuais independentes;
10 - Que exija o perfeito estado do material de sutura e dos instrumentos de diérese, hemostase e síntese, entregues pela enfermeira da sala de operações.

Retirado do site: www.instrumentador.com.br

terça-feira, 6 de julho de 2010

"A Fabulosa história da Shunt de Spitz-Holter".


Para complementar o tópico de hidrocefalia segue a história sobre a criação da válvula usada até hoje na maioria dos casos da doença, vale a pena ler, é realmente linda!
Fantástica História das Válvulas de Hidrocefalia
Em 1955, após sete anos de tentativas, nasceu o primeiro filho de John e Mary Holter. O nascimento de Casey Holter virou de cabeça para baixo a vida de John Holter e mudou o curso da história da medicina.
Infelizmente, Casey sofria de espinha bifida, uma condição na qual a coluna vertebral não se forma completamente e pode ter malformações muito perigosas.
O problema de Casey também estava causando hidrocefalia, um perigoso acúmulo de líquido céfalo-raquidiano (líquor) no cérebro. Esse líquido é produzido pelos plexos coróides das meninges e normalmente atua como um coxim líquido, protetor do cérebro e da medula. Ele normalmente circula pelo sistema nervoso e depois é drenado para a corrente circulatória.
Se o sistema de drenagem for bloqueado, entretanto, o líquido céfalo-raquidiano pode se acumular, distorcer e lesar o cérebro, causando até mesmo a morte.
Em 1955, a única coisa que mantinha Casey vivo era um procedimento, feito duas vezes ao dia, no qual uma agulha era inserida na fontanela, uma área mole da cabeça do bebê, e o excesso de fluido era removido com uma seringa para reduzir a pressão.
Casey foi, então, operado pelo neurocirurgião Eugene Spitz para inserir uma válvula de bola e mola que, em princípio, permitiria a drenagem do líquor para a corrente sangüínea, sem permitir que elementos perigosos do sangue refluíssem para o sistema nervoso central.
Infelizmente, a válvula era muito rudimentar, e, quando inserida, irritou o coração de Casey produzindo um ataque cardíaco e lesão cerebral permanente.
John Holtz, então trabalhando como técnico em hidráulica numa fábrica, pediu a Eugene Spitz os detalhes da cirurgia. Ele ficou surpreso com o fato de que o problema, que parecia uma simples questão de hidráulica, ainda não tivesse sido resolvido.
Ele havia notado que, quando as enfermeiras perfuravam certos tubos de medicação com agulhas, não ocorriam refluxos de líquido pois os furos eram à prova de vazamento a baixas pressões. Mas, como nos bicos das mamadeiras, quando a pressão era alta o suficiente, os furos se abriam e permitiam a passagem do líquido. Uma válvula perfeita para permitir a drenagem do líquor com o aumento da pressão, sem deixar ocorrer nenhum refluxo!
Holter foi para casa, sentou-se na sua oficina e construiu a primeira versão da válvula naquela noite mesmo. Ela era feita a partir de um condom e tubos de plástico, mas funcionava.
Entretanto, Spitz observou que a válvula deveria ser construída com material inerte para o organismo, para evitar que ocorresse o mesmo problema que havia lesado o cérebro de Casey.
Holter entrou em contato com a Dow Chemical e foi aconselhado a utilizar silicone, um material novo na época.
Holter criou uma versão utilizável dentro de poucos meses. Tão rápido, na verdade, que o seu filho não pôde utilizá-la pois ainda não havia se recuperado da primeira cirurgia.
A válvula foi então instalada com sucesso em outra criança, e em 1956 Casey também recebeu uma, que curou a sua hidrocefalia. Infelizmente, o cérebro de Casey já estava irremediavelmente lesado e ele morreu cinco anos após, durante uma crise convulsiva.
O legado de Casey é usado até hoje, e a invenção de Holter é conhecida como "shunt de Spitz-Holter".
Holter passou o resto da sua vida desenvolvendo válvulas para uso na medicina e faleceu em 2003, após salvar a vida de milhares de crianças que padeciam do mesmo mal que o seu filho...

HIDROCEFALIA


A hidrocefalia é caracterizada pela presença excessiva de líquido cefalorraquidiano (licor) no cérebro. Normalmente este líquido deveria ser drenado para fora do cérebro e sua absorção ocorrida de forma natural pelo corpo. Com o excesso de líquido no ventrículo cerebral a criança quando menor de 2 anos de idade, vai apresentar o crescimento anormal da cabeça, isso ocorre porque antes dos 2 anos de idade os ossos do crânio ainda não se soldaram e cresce acompanhando o inchaço do cérebro.
Nas crianças acima desta idade, o excesso de líquido levará a um aumento da pressão na cabeça da criança, causando cefaléia, vômitos, nauseas, incordenação motora, alteração da personalidade e disturbios visuais.
A Hidrocefalia também pode ser adiquirida após a idade adulta, seja por infecções nas meninges (meningites), tumores cerebrais ou acidentes.
Õ tratamento para hidrocefalia é a cirurgia, temos a colocação de válvula para drenagem deste liquido em excesso, ela é implantada no cerébro e segue até a cavidade abdominal (ou por vezes para a região de pulmões e coração), este procedimento pode ser realizado várias vezes durante a vida do paciente para ajuste do tamanho da válvula conforme o crescimento do paciente.
Outra alternativa realizada em 1/3 dos casos, é a chamada terceiro ventriculostomia, onde um orifício no assoalho do cérebro drena o líquido.
Como disse anteriormente este é um pequeno resumo do seminário apresentado em salapara o curso de Instrumentação Cirurgica, diciplina de bioética, pequeno resumo pois mais importante do que relatar a patologia exautando tratamentos e etc, prefiro ressaltar o impacto psicológico que a hidrocefalia tráz ao paciente e aos familiares. Devido ao "pré - conceito" que as pessoas tem dos pacientes com hidrocefalia, há um sofrimento muito grande por parte daqueles que a tem ou tem casos na família. Não há um projeto de inclusão social, há discriminação nas escolas e na sociedade como um todo. Por isso no caso da hidro. congênita o diagnóstico precoce é a salvação da criança, que não terá uma hidrocefalia muito aparente e assim sofrerá menor discriminação e menor defícit intelecto psico e motor.
A hidrocefalia causa certas limitações, porem são menores do que a maioria de nós pensamos (quando cedo diagnosticada e tratada corretamente).
A imagem que coloquei é da válvula drenando o líquido para cavidade abdominal e para região de pulmões e mediastino.
Para quem tiver interesse mando o trabalho completo com: O que é hidro, seus tipos, quadro clínico, tratamento, consequências, mielomeningocele, espinha bífida, história das válvulas, imagens e depoimentos , contate por e-mail: tabata_oliveira@yahoo.com.br