quarta-feira, 24 de agosto de 2011


Entrando em campo

Depois de passar pelo bloco teórico, entramos em campo no estágio prático e aí sim descobrimos o que é SER instrumentador(a), lidar com cirurgiões diversos, ter o feeling de captar em cada um, qual suas “manias” e preferências, entender seus gestos e jeitos, além de lidar com circulantes que nos ajudam muito, enfermeiros outros colegas e pacientes...pacientes, estes sim nos fazem entender e as vezes tremer...entendemos porquê estamos alí e trememos de medo de não corresponder às espectativas, dá um receio de não ser capaz de dar uma palavra de conforto, que acalme, pacifique, tranqüilize...você sabe, conhece e domina a técnica para que nenhuma contaminação aconteça não colocando a saúde pós operatória do paciente em risco e quando acidentalmente acontece, a esta altura você sabe a extrema importância e tem a responsabilidade de parar, avisar e corrigir, mas o mais difícil é a palavra, com o passar das 600 horas práticas, você vai descobrindo quais usar, qual seu sorriso mais doce, qual seu gesto mais tranqüilizante, mas cada paciente é um indivíduo que nos traz (e sempre será assim) desafios, uns com sua resposta neuroendocrinometabólica ao trauma lá em cima, outros confiantes demais, outros querem parecer tranqüilos. Mas todos sem exceção, necessitam além do nosso respeito, técnica e ética, de conforto, sempre! A situação de paciente em mesa cirúrgica requer isso, seja para uma cirurgia estética ou vital, todo paciente se sente vunerável e é SEU dever fazer de tudo para que ele se sinta um pouco mais tranquilo e confortável.